Espaço onde o casal Giovani e Bya une suas profissões, habilidades e projetos, dividindo o conhecimento e divulgando conclusões com amigos e comunidade.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Ética e Educação para o Trânsito
Neste mês estamos fazendo um curso on line de Capacitação Para Educadores de Trânsito. E neste curso tem um módulo cujo título é muito bonito: LEGISLAÇÃO, ÉTICA E CONVIVÊNCIA. E com base nele, achamos assunto para discutir. Podemos falar de hábitos de condutores em nossa terra natal (Pelotas), e às vezes generalizamos como conduta do brasileiro certas práticas que nela encontramos. Isto para tratar da ética, que, pela definição científica, significa "comportamento esperado", aqui aplicada ao trânsito.
Existem muitas coisas erradas?
1- É frequente e comum tratar do tema trânsito somente como responsabilidade da Polícia, dos agentes municipais e dos motoristas de carros de passeio.
2- Os pedestres, segundo alguma convicção vigente, tem todas as regalias e poucas responsabilidades. Podem atravessar a pista onde bem entenderem, passam na sinaleira em sentido contrário, e o motorista tem que lhe dar preferência custe o que custar. E, ao nosso ver, esta também é a razão dos estreitamentos de rua, para alargamento de calçadas, excesso de faixas de pedestres e lombadas (agora inventaram umas que parecem "platôs") e excesso de rótulas, para diminuir a velocidade e aumentar as paradas e prioridades de pedestre.
3- Não há viadutos para pedestres nem elevadas para carros...
Sabem, lá o trânsito é tão caótico, que nos horários de pique ninguém consegue andar. Será culpa de quem? Das autoridades? Da própria população? Do Código de Trânsito Brasileiro?
Seria muito mais fácil se todos seguissem as mesmas regras. E essas regras existem no Código de Trânsito Brasileiro, mas parece mais atraente ou mais divertido transgredir tais regras. Por exemplo, deve-se dirigir pela direita. Devemos deixar sempre a pista da esquerda livre para que outros condutores nos ultrapassem, se necessitarem. Por ignorância ou arrogância, muitos condutores dirigem pela esquerda, e barram a ultrapassagem. Haveria algum prejuízo em ser ultrapassado?
No curso também são abordados os aspectos psicológicos e comportamentais das ocorrências de trânsito. São importantíssimos, mas ainda mais importante é o aspecto educativo. Assim, se fizermos uma boa base na infância, em breve teremos melhoras no trânsito, e mesmo na vida das pessoas em geral. Cada criança que aprende regras de trânsito cobra dos pais e ensina aos outros. É mais fácil atingir esse objetivo com os pequenos multiplicadores. Vamos além, acreditamos, assim como muitos, que trânsito deveria ser uma matéria a ser ensinada na escola regular. Mesmo que não dirija, toda pessoa deveria saber obedecer à sinalização.
LUÍS GIOVANI ADAMOLI CASTRO
1º Tenente – Cmt do 2º Pelotão
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Muito interessante. O que vocês falaram sobre os multiplicadores, eu vejo isto acontecendo com minhas filhas, que me dão bronca quando eu apoio o braço esquerdo na janela do carro, um hábito que estou perdendo graças a elas. Um ponto que eu gostaria de colocar, é que as pessoas esquecem que "os outros" existem. Moro em São Paulo, e aqui, se eu der seta (pisca) para trocar de faixa, quem vier atras na outra pista, dende a aumentar a velocidade para eu não entrar. Parece uma competição, quando seria mais fácil e bacana, simplesmente deixar entrar. Eu faço isso, pois sei que também vou conseguir chegar onde eu quero, mesmo deixando alguém passar na minha frente.
ResponderExcluirAlgo que me deixa indignado, são as pessoas que vão esperar seus filhos na saída de escolas, e simplesmente param em fila dupla, ligando o "danem-se os outros" (pisca-alerta), atrapalhando os que querem passar. Isso, por que não querem estacionar o carra a alguns metros de distância ou por que não querem perder seu precisos tempo...mas os outros podem perder tempo no congestionamento que eles causam. Enfim, a responsabilidade não é só das autoridades, mas sim de todos. Abraços. Foi muito bom desabafar.