Novamente somos bombardeados com a polêmica proposta do desarmamento. A mídia utiliza-se de tragédias individuais para tentar forçar a população a reproibir o que já é proibido. O caso do menino que atirou na professora e se suicidou serve de alavanca para a mídia, que aterroriza a população em todos os horários, pisando na ferida desta família, visando fomentar a proposta de aumento da proibição para a aquisição de armas. Ocorre que já é proibido a quem não possui o porte de arma que a use na rua. E também não é permitido a criminosos que a adquiram. Por analogia, lembremos que também é proibido roubar, e invadir a residência alheia... Como disse o escritor romano Flávio Vegécio, “Si vis pacem, para bellum” (Se queres a paz, prepara a guerra). Quer dizer, se o criminoso tiver certeza que eu não tenho nenhuma arma em casa, e a proposta seria piorar para o cidadão honesto para adquirir, o que impediria o aumento de invasões, roubos, estupros e sequestros dentro de residências?
O mesmo ocorre com o caso do advogado que estuprava a filha e o filho, a cunhada e a sobrinha. Concordamos que é inaceitável, mas porque ocupar tanto espaço com um caso onde o réu já está preso, e há um processo em andamento? Lembramos o caso da pobre Isabela Nardone, que teria sido morta pelo pai, e ficou por meses em evidência nos noticiários, “plantões de notícias” e até em programas de culinária. Quem sai ganhando com este tipo de sensacionalismo? Certamente que não as famílias, e muito menos as vítimas... Pior ainda para outras crianças, que podem começar a generalizar, e achar que todo pai é estuprador ou assassino.
Publicado no Jornal Novo Tempo, Barra do Ribeiro, RS, no dia 07/10/11.