Esta é uma característica humana que se evidencia na vida militar. Mesmo que não estejamos em função de comando, frequentemente necessitamos exercer a liderança. Intervir em situações de risco, organizar retirada de locais ameaçados, socorrer acidentados, etc.
Max Gehringer nos diz que todos somos líderes, embora poucos efetivem a liderança. Em seu livro “Clássicos do Mundo Corporativo” conta que uma empresa fez um treinamento com seus funcionários, colocando um grupo dentro de um barco, cada pessoa com um remo. Inicialmente cada um tentava remar por si, e o barco andava em círculos, sendo totalmente inúteis os esforços de todos. Num dado momento, um dos participantes parou de tentar remar, e chamou a atenção dos outros. Mandou então que todos colocassem o remo na água de determinada forma, uns pela direita, outros pela esquerda. Depois pediu que todos remassem para trás ao mesmo tempo. Depois para frente. E assim chegaram ao outro lado do rio. Estava identificado o líder. Retiraram-no, e novamente colocaram o barco no rio com o mesmo grupo. Após a inicial confusão, outro funcionário assumiu a liderança, chegando novamente à margem oposta.
A experiência foi repetida até que ficaram apenas dois funcionários no barco. Ainda assim um deles teve que tomar a iniciativa de padronizar o movimento com o outro. A conclusão do autor dissemos no começo: Todos somos líderes...
Mas nem sempre podemos liderar. É importante também reconhecer quando é hora de ser um bom remador...