terça-feira, 5 de junho de 2012

O Mito da Origem Humilde

Há uma corrente intelectual que classifica as pessoas em “bons” e “maus”. Chamamos estes pensadores de “maniqueístas”. Outros separam pessoas e grupos sociais em “ricos” e “pobres”. Alguns ainda, recalcados ou desconhecedores das novas metodologias de trabalho e formação policial, nos rotulam de “defensores dos ricos”, enquanto a si próprios, geralmente alimentando anseios políticos, classificam como “defensores dos direitos dos pobres”... Há os que pretendem defender os criminosos, por alegar que ele tenha incorrido no crime por falta de opção. Dentro da realidade que vemos no dia-a-dia policial, cremos que estas pessoas subestimam duplamente a sociedade. Primeiro por acreditarem que há mais bandidos do que cidadãos honestos. Se assim não fosse, pesando seus anseios políticos, apostariam mais no segundo tipo. E segundo porque, independente de haver ou não pesquisa acadêmica, asseguramos que não é só o pobre que incide no crime, e nem somente as pessoas “más”. Caso contrário não haveria o chamado “crime do colarinho branco”, nem crimes passionais. Temos que nos controlar constantemente, e não nos deixar vencer pelas tentações. Mas voltando à divisão da sociedade, perguntamos quantos indivíduos oriundos das classes A e B tornam-se policiais? E quantos tornam-se motoristas de ônibus, técnicos em enfermagem, carteiros ou garis? Quem são as pessoas que se qualificam para lecionar, ganhando pouco e sofrendo muitas represálias? Então, em suma, quem move a nossa sociedade não são os ricos, somos nós, PESSOAS DE ORIGEM HUMILDE... LUÍS GIOVANI ADAMOLI CASTRO 1º Ten – Cmt 2º Pel – 2ª Cia – 31º BPM Publicado no Jornal Novo Tempo, Barra do Ribeiro, RS, Edição nº 992, do dia 1º/06/12, na Página 12.

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