Espaço onde o casal Giovani e Bya une suas profissões, habilidades e projetos, dividindo o conhecimento e divulgando conclusões com amigos e comunidade.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Cultura Musical e Ética
Atualmente notamos um esforço da rede líder de TV aberta para colocar nas graças do público o estilo brega e uma tentativa de não deixar diminuir o interesse pelo já desgastado funk. A personagem Chayanne é um retrato do que vem acontecendo na mídia: um artista ruim, de personalidade insuportável, mas que faz um grande sucesso. Mérito da atriz (Cláudia Abreu), que consegue encarnar essa personagem. Outra situação parecida é a da personagem Ágatha (a gorducha filha de Tufão, outra “pérola”).
Dizem que a vida imita a arte, embora devesse ser o contrário. Como diz Nietzsche, em A Genealogia da Moral, o ator é um mentiroso honesto, porque nos mente com nosso consentimento, para nossa distração. Mas o fato é que já estamos cheios de exemplos parecidos. Qual a surpresa em ver um artista ruim arrogante? Precisávamos, para nossos jovens, de novelas, filmes e seriados que mostrem pessoas honestas, que cresçam com o próprio esforço, e se apaixonem por pessoas que valham à pena... não por bandidos e malandros...
Estas duas novelas até tem algumas cenas divertidas, mas podemos ter certeza que, com elas, teremos milhões sonhando em ser cantores brega e jogadores de futebol, e poucos querendo estudar ou se tornar músicos de verdade... A realidade fica por conta de que o grande músico é possuidor de não somente um dom musical, mas também por dedicação e estudo, porém é inadmissível que quem queira ser músico profissional não possua uma formação mínima sobre tal assunto.
Com todo respeito às demais profissões, mas da mesma forma que o médico Drauzio Varela, respeitadíssimo no seu meio profissional e destaque na mídia, estudou em uma universidade e fez diversos cursos de especialização, consagrando-se referência para milhões de pessoas, opostamente a tal fato, determinados cantores destaques em todo nosso Brasil não possuem, muitas vezes o mínimo conhecimento teórico musical, são apenas instrumentos que a mídia usa para impor ideias totalmente comerciais.
Vamos pedir para a rede do finado Roberto Marinho que faça uma novela com pessoas que queiram tocar Mozart, que estudem para ser professores, ou que trabalhem e estudem, em escolas públicas, mas não apostem somente na hipótese pouco provável de se tornarem grandes craques do futebol e totalmente ignorantes em relação a conhecimentos intelectuais ou músicos de ´´VERÃO´´ , pois da mesma forma que rapidamente despontam no cenário musical, sua decadência é ainda mais veloz. Uma prova do que afirmamos acima é a crítica situação financeira que vivem certos ex-jogadores de futebol, tais fatores ocorrem por possuírem pouco grau de instrução e não saberem administrar seus bens, pois depois de consagrados e serem possuidores de salários milionários alguns tornam-se falidos. Ex: (Muller, atacante que fez parte do elenco da seleção brasileira de 1994, recentemente concedeu entrevista para TV Record, assumindo tal situação).
Artistas de destaque, como Roberto Carlos e Tom Jobim, perdem cada vez mais espaço para os chamados MC, ou pessoas com rostinho e corpo bonito, como Mulher Melancia, Mulher Melão, que se confundem com cantoras e bailarinas. Uma bailarina, para usar tal designação, tem que estudar 12 anos. Por sua vez, a beleza dessas jovens diminui em pouco tempo. Depois disto deixam de ser artistas...
Que bom seria se estas moças bonitas que desejam ser cantoras aprendessem a cantar, para seguirem na carreira por mais tempo. Ou que descobrissem seu verdadeiro dom que nem sempre é este. E os que quisessem ser instrumentistas, em qualquer que seja o estilo, que fossem pelo menos apresentados ao DÓ-RÉ-MI-FA-SOL-LA e SI, ausentes das expressões musicais da atualidade.
Lembremos uma antiga verdade, “talento não tem idade, nem bandeira”, mas quando realmente há TALENTO...
MATEUS DE PINHO GONÇALVES
Sd PM e Músico – Banda do 4° BPM
LUÍS GIOVANI ADAMOLI CASTRO
1º Ten – Cmt 2º Pel – 2ª Cia – 31º BPM
Texto elaborado em coautoria, publicado no Jornal Novo Tempo, Barra do Ribeiro, RS, Edição nº 991, do dia 25/05/12.
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